A perigosa tendência do corpo perfeito!

No mundo em que a aparência parece valer cada vez mais, o risco é grande. Pois, para ter a aceitação da sociedade e a própria, pessoas recorrem a tratamentos estéticos agressivos, dietas malucas para atingir a felicidade, e outras bizarrices que colocam sua vida em risco.

A magreza, a pele clara, olhos azuis ou verdes, aparência de bonecos, músculos salientes, seios fartos, grande bumbum, critérios perigosos para mudar no próprio corpo.

No noticiário fica evidente o risco. Mortes, e mutilações são notícias frequentes, ocorrem após tratamentos estéticos inadequados ou por injeções de produtos não autorizados e até voltados para tratamentos de animais.

Na sociedade superficial em que vivemos a cobrança por perfeição tem se tornado comum. Com a real dificuldade de saber quem é quem, principalmente devido as caracterizações planejadas nas redes sociais, muitos buscam apenas o que os olhos conseguem enxergar, o padrão de beleza imposto pelas comerciais de TV e desfiles de moda.

Na busca de uma solução para tanta loucura, a espiritualidade aparece como alternativa. Religião, religiosidade, espiritualidade, meditação são itens colocados do outro lado da balança para quem deseja o equilíbrio.

A batalha é grande, corpo vs espírito, mercado vs bem-estar, depressão vs felicidade. Independente das necessidades de cada indivíduo humano, tudo se resume em uma passagem bíblica, Marcos 12:31, que diz “Ama o próximo como a ti mesmo”. Contudo, mesmo aqui há um paradoxo fundamental. E quem não se ama? Está fora da equação?

Não! Não está fora. Apenas está perdido, não sabe o que quer, pois corrompeu seu espírito diante das cobranças impostas. Se não foi amada o suficiente, ou passou por situações traumáticas na sua infância, problemas com drogas na família, ou adversidades graves.  Essa pessoa não pode dar aquilo que não tem.

Por isso é importante que enxerguemos adiante, precisamos ver além dos avatares. Pessoas estão morrendo e matando por não conseguirem se encaixar no sistema. Sejamos mais “humanos” no melhor sentido da palavra. De nada adianta um corpo perfeito se o preconceito, raiva, intolerância e demagogia, é o que realmente define essa superficialidade toda.

 Gil Lemos

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